COPA DO MUNDO 2026 – BRASIL RUMO AO HEXA
HISTÓRIA DAS COPAS DO MUNDO.
O mundo estava retornando à sua vida normal após a Segunda Guerra Mundial e havia 12 anos que não era realizada uma Copa do Mundo. O local escolhido para sediar o torneio foi o Brasil. Para tornar-se sede da Copa, foi necessário construir o Maracanã, no Rio de Janeiro, e todos os esforços foram envidados neste sentido.
A construção do Maracanã para a Copa do Mundo de 1950 foi marcada por prazos curtos e intensas disputas políticas. Erguido em tempo recorde (agosto de 1948 a junho de 1950) no terreno do antigo Derby Club, o projeto monumental para 200 mil pessoas foi financiado majoritariamente por recursos públicos do Distrito Federal e pela venda de cadeiras cativas.
O custo final de 230 milhões de cruzeiros (padrão monetário da época, equivalente a 50 milhões de dólares na época) superou o orçamento e gerou um forte embate na imprensa: o jornalista Mário Filho defendia o estádio na Zona Norte para facilitar o acesso popular via trens, enquanto o político Carlos Lacerda criticava o gasto “faraônico” que desviava verbas da saúde e da educação. A visão de Mário Filho prevaleceu e o gigante de concreto foi inaugurado às pressas, ainda inacabado e cercado por agora por andaimes, dias antes da abertura do mundial.
Fora do Rio de Janeiro, no entanto, a Copa do Mundo foi vivida sintonizando as ondas do rádio. Em uma época de infraestrutura precária, o rádio operou o milagre da integração nacional, unindo o Brasil de norte a sul em torno do mesmo sentimento.
Transmissões históricas comandadas por vozes lendárias como Jorge Curi e Antônio Cordeiro, na Rádio Nacional, e Pedro Luiz Paoliello, na Rádio Panamericana, criavam o clima de “já ganhou”, amplificado pelas goleadas avassaladoras de 7 a 1 na Suécia e 6 a 1 na Espanha.
Esses locutores alimentavam a euforia de milhões de brasileiros que, longe das arquibancadas de concreto, lotavam praças públicas e salas de estar colados aos alto-falantes.
No dia 16 de julho, o país parou para ouvir a final contra o Uruguai. O Brasil jogava pelo empate e Friaça abriu o placar, em verdadeira explosão, como é típico do torcedor e da torcedora brasileiro.
A transmissão pelo rádio fazia com que a alegria do brasileiro e da brasileira integrasse todo o país de norte a sul. Porém, nem tudo era alegria naquele dia.
A dificuldade começou com a rede balançando pelo gol do adversário na jogada habilidosa de Schiaffino, e, aos 34 minutos do segundo tempo, o segundo gol realizado por Alcides Ghiggia provocou um silêncio mortal no estádio recém-inaugurado.
Silêncio ensurdecedor da história, transmitido ao vivo pelas ondas do rádio. A voz embargada dos locutores traduziu o choque de uma nação. O rádio, que unira o povo na esperança, integrou o Brasil também no luto do “Maracanazo”, imortalizando o trauma que mudaria nossa identidade esportiva.
Na próxima terça iremos conhecer as Copas de 1954 e 1958, conhecendo a estréia do uniforme “canarinho” da seleção brasileira e o surgimento de Garrincha e Pelé, fenômenos do futebol verde e amarelo.
Amanhã, a partir das 19 horas, não se esqueça de organizar a torcida a favor do Brasil. Hasteie a Bandeira Nacional na porta da sua casa, nas janelas do seu veículo, reuna amigos e amigas e familiares, irmãos e irmãs da Igreja que congrega e torcer para o Brasil.
BRASIL: TODOS JUNTOS SOMOS HEXA!
*CLAUDIVAL CLEMENTE – JORNALISTA. Bacharel em Direito pela Universidade Estadual do Norte Pioneiro (UENP) e em Administração de Empresas pela UNIFIO.















