Quando uma criança presencia o pai agredindo a mãe ela não é apenas testemunha é vítima também.
A Psicologia comportamental mostra que esse tipo de ambiente gera aprendizados nocivos, deixa marcas profundas, medos constantes e influencia diretamente no desenvolvimento emocional e social da criança.
Crianças e adolescentes que presenciam violências praticadas contra a mãe podem desenvolver traumas ao longo do tempo como sintomas de depressão, ansiedade, síndrome do pânico, dependência química e problemas de relacionamentos.
Eles podem ter prejuízos na aprendizagem e em outras funções cerebral. Porque o lar que deveria ser espaço de proteção, provoca um efeito de medo e instabilidade e a criança pode desenvolver ansiedade, dificuldades escolares, comportamentos agressivos ou retraídos e até sintomas depressivos.
Muitas crianças desenvolvem a certeza de que a violência faz parte do amor e é normal nos relacionamentos e podem reproduzir esse comportamento na fase adulta. Outro efeito comum é a dificuldade em regular emoções: A criança pode apresentar explosões de raiva ou fazer o contrário ela se isola e fica em silêncio. A criança pode ter reações físicas como dores no corpo, na cabeça e alterações do sono e do apetite.
Do ponto de vista comportamental, cada experiência de violência funciona como um estímulo que condiciona respostas de medo e insegurança. Repetidas vezes esses estímulos moldam a forma como a criança interpreta o mundo e reage a ele.
Para romper esse ciclo é necessário acolhimento, proteção e acompanhamento psicológico. A sociedade precisa compreender que violência doméstica contra a mulher também é violência contra a criança, ainda que ela não seja a vítima direta.
Proteger a infância é investir em uma geração mais saudável, com vínculos afetivos baseados no respeito e não no medo.
Denuncie. A violência contra a mulher também é violência contra a criança.
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Cidinha Pascoaloto-Psicóloga, CRP 06/158174. Presencial e online – 📞 (18) 99725-6418















