Tudo pronto para o Apito Inicial: O que muda na Propaganda Digital (por Claudival Clemente)

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A INFLUÊNCIA DA I.A. NAS ELEIÇÕES (IV)

No próximo domingo, 16 de agosto, a corrida eleitoral de 2026 cruza a sua marca mais importante: o início oficial da propaganda eleitoral. Chega ao fim a pré-campanha — fase em que só era permitido apresentar ideias e mostrar virtudes sem pedir voto — e começa o período em que a disputa ganha de vez as ruas, a internet, o rádio e a televisão.

Na internet e nas redes sociais, a mudança de regra exige muita atenção. A partir do dia 16, os candidatos e partidos poderão pagar para impulsionar publicações e alcançar mais pessoas. Porém, essa propaganda paga precisa ser informada de forma clara e visível para quem está navegando. A partir de agora, o feed do leitor será recheado de anúncios escolhidos por algoritmos.

É aqui que as novas regras de Inteligência Artificial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) serão testadas na prática. Qualquer anúncio ou publicação que use voz gerada por computador, montagens ou avatares criados por IA terá que trazer um aviso bem grande na tela. Se a campanha omitir essa informação, a publicação poderá ser derrubada imediatamente, além de render multa.

Outro ponto proibido pela lei é o uso de perfis falsos e robôs para fingir que um candidato é mais popular do que realmente é. A Justiça proíbe criar contas automáticas para disparar mensagens e inflar curtidas, punindo tanto quem faz quanto o candidato que se beneficia da farsa.

Faltando poucos dias para o início da propaganda nas telas, o grande desafio é garantir que a tecnologia sirva para aproximar o eleitor da proposta verdadeira, e não para transformar o celular do cidadão em uma armadilha de enganos.

Claudival Clemente*

*JORNALISTA. Bacharel em Direito pela Universidade Estadual do Norte Pioneiro (UENP) e em Administração de Empresas pela UNIFIO.