A Autoridade Policial titular das Unidades Especializadas DIG/DISE de Dracena, responsável pela coordenação das investigações, realizou nesta sexta-feira (12) novo interrogatório do investigado, após o cumprimento do mandado de prisão temporária. O suspeito foi devidamente cientificado de seus direitos constitucionais, inclusive o de permanecer em silêncio, e optou por prestar declarações na presença de um familiar, que acompanhou integralmente o ato.
Durante o depoimento, o investigado apresentou nova versão dos fatos e confessou ser o autor do feminicídio que vitimou sua companheira, Thalya Andréya Canhim Nunes, de 21 anos.
Segundo relatado pelo suspeito, o crime ocorreu após uma discussão motivada por ciúmes, em razão de supostas mensagens trocadas pela vítima com outra pessoa. O investigado afirmou que, durante o desentendimento ocorrido na tarde de sábado (6), iniciou uma agressão física contra a companheira, que acabou sendo estrangulada.
Ainda conforme sua versão, o cadarço encontrado envolto ao pescoço da vítima pertencia a um de seus tênis. Ele declarou que utilizou o objeto para apertar o pescoço da vítima e, posteriormente, o amarrou a uma cadeira. Após os fatos, deixou a residência e dirigiu-se à casa de um colega, onde permaneceu assistindo a uma partida de futebol transmitida pela televisão.
O investigado também confirmou ter produzido os cortes encontrados nos braços da vítima após retornar ao imóvel. Segundo alegou, acreditava que ela ainda apresentava sinais vitais e decidiu simular um suposto suicídio, afirmando que a companheira já teria tentado contra a própria vida em ocasião anterior.
Em seu depoimento, declarou ainda que a discussão teve início no quarto do casal e que posteriormente transportou o corpo da vítima, já desfalecida, para um cômodo localizado nos fundos da residência. O suspeito confirmou também que permaneceu na casa durante a noite de sábado para domingo, juntamente com as filhas do casal, saindo novamente do local nas primeiras horas da manhã de domingo.
As investigações prosseguem para o completo esclarecimento das circunstâncias do crime e para confrontação das declarações prestadas com os demais elementos de prova já produzidos no curso do inquérito policial.
Fonte: Comunicação Social Polícia Civil















