Violência contra Animais: O que Esse Comportamento Revela e o Papel da Educação de Crianças e Adolescentes (por Cidinha Pascoaloto)

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O caso do Cachorro Orelha, traz questões importantes sobre a educação parental e suas consequências na vida dos adolescentes. A forma como os pais educam seus filhos pode influenciar no seu comportamento, decisões e a maneira como lidam com situações difíceis.

 Diversos estudos na Psicologia apontam que a violência contra animais pode estar associada a dificuldades no desenvolvimento emocional e falhas no aprendizado da empatia que é desenvolvida diariamente em um processo contínuo.  Em alguns casos podem reproduzir padrões de violência vividos no ambiente familiar ou social.

Crianças e adolescentes aprendem observando. Quando crescem em contextos em que a dor do outro é ignorada, tanto de pessoas ou de animais, podem aprender que o sofrimento alheio não importa.

 A educação emocional deve começar cedo, ensinando a criança a reconhecer sentimentos, compreender consequências e desenvolver responsabilidade por seus atos. Animais são seres capazes de sentir dor, medo e prazer. Eles também não são brinquedos. O respeito a eles é uma das primeiras formas concretas de ensinar valores éticos.

Não basta dizer “não pode machucar”; é preciso explicar o porquê, dialogar, dar exemplo e permitir que a criança desenvolva senso de cuidado. A superproteção excessiva, também pode ser prejudicial, pois impede o desenvolvimento da responsabilidade e da autonomia moral.

 Educar é equilibrar limites claros com afeto e orientação. Também tem pais permissivos, na permissividade não impões limites com medo de perder o amor do filho. Alguns pais cedem as birras para não contrariar e frustrar o filho e não conseguem dizer não, e os filhos tornam-se fracos e rebeldes.

 Atos de crueldade contra animais nesse período não devem ser aceito como “brincadeira” ou “fase”. Eles exigem orientações e quando necessário, acompanhamento psicológico, para que o jovem compreenda o impacto de seus comportamentos e desenvolva consciência ética.

Crianças que aprendem a cuidar de animais desenvolvem sensibilidade emocional, convivência social capacidade de reconhecer limites. Quando ensinamos uma criança a respeitar um animal, estamos ensinando a respeitar a vida.

Cidinha Pascoaloto – Psicóloga

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Cidinha Pascoaloto (@cidinhapsicologa) •