{"id":9672,"date":"2019-10-25T22:20:09","date_gmt":"2019-10-25T22:20:09","guid":{"rendered":"https:\/\/jorgezanoni.com.br\/2019\/?p=9672"},"modified":"2019-10-25T22:20:09","modified_gmt":"2019-10-25T22:20:09","slug":"todos-sao-inocentes-ate-provas-em-contrario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jorgezanoni.com.br\/2019\/todos-sao-inocentes-ate-provas-em-contrario\/","title":{"rendered":"Todos s\u00e3o inocentes: at\u00e9 provas em contr\u00e1rio&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TODOS S\u00c3O INOCENTES: AT\u00c9 PROVAS EM CONTR\u00c1RIO&#8230;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>*CLAUDIVAL CLEMENTE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>*CLAUDIVAL MOURA CLEMENTE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia \u00e9 um\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Princ%C3%ADpio_jur%C3%ADdico\">princ\u00edpio jur\u00eddico<\/a>\u00a0de ordem constitucional, aplicado ao\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Direito_penal\">direito penal<\/a>, que estabelece o estado de inoc\u00eancia como regra em rela\u00e7\u00e3o ao acusado da pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal. Est\u00e1 previsto expressamente pelo artigo 5\u00ba, inciso LVII, da\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Constitui%C3%A7%C3%A3o_Federal\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, que preceitua que &#8220;<em>ningu\u00e9m ser\u00e1 considerado culpado at\u00e9 o\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tr%C3%A2nsito_em_julgado\"><em>tr\u00e2nsito em julgado<\/em><\/a><em>\u00a0de\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Senten%C3%A7a_penal_condenat%C3%B3ria\"><em>senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria<\/em><\/a>&#8220;. Isso significa dizer que somente ap\u00f3s um\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Processo\">processo<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tr%C3%A2nsito_em_julgado\">conclu\u00eddo<\/a>\u00a0(aquele de cuja decis\u00e3o condenat\u00f3ria n\u00e3o mais caiba recurso) em que se demonstre a culpabilidade do\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/R%C3%A9u\">r\u00e9u<\/a>\u00a0\u00e9 que o\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Estado\">Estado<\/a>\u00a0poder\u00e1 aplicar uma\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pena\">pena<\/a>\u00a0ou san\u00e7\u00e3o ao indiv\u00edduo condenado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas este princ\u00edpio tem que ser analisado com parcim\u00f4nia, pois uma interpreta\u00e7\u00e3o literal deste dispositivo constitucional pode deturpar o resultado da exegese. (coment\u00e1rio ou disserta\u00e7\u00e3o que tem por objetivo esclarecer ou interpretar minuciosamente um texto ou uma palavra).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sistema processual penal brasileiro prev\u00ea que o processo se inicia perante o juiz de primeiro grau, onde s\u00e3o tomados os depoimentos pessoais, ouvidas as testemunhas e examinadas as provas e, dependendo do caso, realizadas per\u00edcias t\u00e9cnicas. \u00c9 a chamada instru\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a senten\u00e7a dada pelo juiz de primeiro grau o sentenciado pode recorrer ao tribunal superior, a segunda inst\u00e2ncia, que \u00e9 composta por tr\u00eas julgadores, um deles \u00e9 o relator do caso. O relator examina todos os detalhes do processo, desde a den\u00fancia at\u00e9 a senten\u00e7a, verificando todas as provas apresentadas e profere um voto e este voto \u00e9 analisado pelos demais julgadores, que concordam ou discordam do relator.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta fase processual, a turma julgadora poder\u00e1 concordar com a expedi\u00e7\u00e3o de mandado de pris\u00e3o para o r\u00e9u, pois sopesou todas as provas e argumentos de todas as partes envolvidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recurso seguinte que a lei prev\u00ea seja manejado, \u00e9 o Recurso Especial, no qual n\u00e3o mais se discute sobre as provas produzidas no curso do processo, mas t\u00e3o somente eventual descumprimento de lei ou entendimento jurisprudencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, com a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u em segunda inst\u00e2ncia, n\u00e3o existe mais o princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia, porque as provas apresentadas demonstraram a culpabilidade do r\u00e9u e qualquer recurso que seja apresentado n\u00e3o poder\u00e1 mais alterar o resultado do julgamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, o artigo 5\u00ba, inciso LVII da Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o estar\u00e1 sendo desrespeitado com a decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o ap\u00f3s condena\u00e7\u00e3o em segunda inst\u00e2ncia. A democracia do Brasil tem que evoluir e consolidar, no sentido de reprimir com veem\u00eancia a pr\u00e1tica de crimes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Envie d\u00favidas, coment\u00e1rios ou sugest\u00f5es para <a href=\"mailto:bcrcconsultoria@gmail.com\">bcrcconsultoria@gmail.com<\/a>. At\u00e9 a pr\u00f3xima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*Formado em Direito pela Universidade Estadual de Direito do Norte Pioneiro em Jacarezinho e em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas pela Faculdades Integradas de Ourinhos. S\u00f3cio s\u00eanior da BCRC Consultoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">** Revis\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o\u00a0 &#8211; Acad\u00eamico de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas na UNICID.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TODOS S\u00c3O INOCENTES: AT\u00c9 PROVAS EM CONTR\u00c1RIO&#8230; *CLAUDIVAL CLEMENTE *CLAUDIVAL MOURA CLEMENTE O princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia \u00e9 um\u00a0princ\u00edpio jur\u00eddico\u00a0de ordem constitucional, aplicado ao\u00a0direito penal, que estabelece o estado de inoc\u00eancia como regra em rela\u00e7\u00e3o ao acusado da pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal. 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