A Morte da TED…

0
873

A MORTE DA TED…                                                                                                     

 

*CLAUDIVAL CLEMENTE.

**CLAUDIVAL MOURA CLEMENTE

Desde que foi divulgada pela OMS a pandemia do SARS-Cov2, vírus que provoca a Covid19, com a necessidade do isolamento social, os bancos se apressaram em oferecer aos seus clientes, a possibilidade de realizar operações por meio dos aplicativos, que são sistemas operacionais que permitem a realização de qualquer operação bancária, diretamente do celular, sem necessidade de se dirigir ao estabelecimento bancário.

Por meio do aplicativo, além das transferências para contas do mesmo banco, que a maioria dos bancos disponibiliza, alguns bancos, tais como Santander e Banco do Brasil, é possível fazer também gratuitamente, os chamados DOCS ou as TEDs. O DOC é a sigla para Documento de Ordem de Crédito. Essa opção de transferência possui valor máximo de R$ 4.999,99 e são creditadas na conta destinatária somente no dia seguinte, pois seguem pelo sistema de compensação bancária. TED é transferência eletrônica disponível e o crédito na outra conta é realizado em questão de minutos, ou dependendo do trânsito eletrônico, é quase instantânea.

Em sistema bancário tradicional são cobradas taxas dos correntistas para fazer o DOC ou a TED, que ficam em torno de R13,00 a R$25,00. Além disso, no caso do DOC o valor máximo para cada transferência é de R$4.999,00, que acaba inviabilizando o sistema, pois se um cliente realiza muitas operações por dia, como é o caso de contas jurídicas, é preciso fazer um acordo com o banco ou mesmo alterar o preço do pacote de serviços para diminuir estas tarifas.

Mas este cenário irá mudar, pois o Banco Central autorizou e a partir de novembro deste ano, será lançado o PIX, novo serviço instantâneo de transferências bancárias, cujos valores enviados serão creditados na outra conta em questão de segundos, com um custo totalmente zero, na ordem de R$0,01 a cada 10 transações e será pago pela instituição que receber os valores.

Para realizar as transferências atualmente, tem que ser respondo um pequeno questionário com várias respostas, tais como nome e número do banco, agência, conta corrente, nome do correntista, tipo de conta e o CPF do recebedor.

O novo sistema PIX, todas as informações serão resumidas à uma única chave de endereçamento, sendo suficiente apenas o número do celular ou do CPF e a transferência é feita sem nenhuma outra formalidade.

O PIX também vai concorrer com o tradicional cartão de débito ou mesmo os pagamentos em espécie, porque por meio do fornecimento de um código de barras, será possível o cliente fazer as compras.

O sistema está sendo desenvolvido pelo Banco Central, mas cada instituição financeira terá que criar a sua plataforma de negócios e, inicialmente, só grandes empresas poderão participar do serviço como um todo. Mas alguns bancos como BS2 e NUBANK  estão criando uma plataforma para atender pequenas e médias empresas, pois estes dois bancos sempre estiverem à frente das inovações tecnológicas. São bancos exclusivamente digitais, sem nenhuma agência física, com acesso facilitado mesmo ao cliente que não conhece profundamente os sistemas eletrônicos. Até mesmo as aberturas das contas são simplificadas por meio de documentos apresentados eletronicamente e a movimentação é feita pelos celulares.

Será que com todas estas inovações as TEDs irão morrer ? Só o tempo dirá, pois quando as TEDs foram criadas, também se pensava que os DOCs iriam perder a utilidade, mas continuam sendo utilizados por muitos clientes; até mesmo porque alguns bancos fazem algumas exigências para a realização das TEDs, situação que já está sendo alterada devido ao isolamento social. Com a chegada do PIX, será um novo cenário.

Enquanto isso, vamos manter todos os protocolos de prevenção e precaução no combate ao SARS-Cov 2, mantendo os cuidados de distanciamento social e higiene pessoal .Importante sempre lembrar de lavar as mãos com frequência, com água e sabão durante 20 segundos ou higienizar com álcool gel 70%, evitar tocar a boca, o nariz e os olhos com as mãos e cobrir a boca quando tossir ou espirrar.Saindo de casa, use sempre as máscaras, com a devida cautela, evitando aglomerações. Nunca toque na máscara e não é necessário baixar ou tirar a máscara para falar ao celular ou ouvir ou gravar alguma mensagem no watts. A máscara é a melhor proteção no momento.

Juntos somos mais fortes, juntos venceremos. O Brasil irá vencer o vírus. O Brasil precisa de todos nós.

Participe enviando dúvidas, comentários ou sugestões parabcrcnews.wixsite.com e também  no facebook, onde podereler este e outros artigos. Até a próxima.

*Formado em Direito pela UENP – Universidade Estadual de Direito do Norte Pioneiro em Jacarezinho e em Administração de Empresas nas Faculdades Integradas de Ourinhos. MBA em Comunicação Corporativa pela Universidade Estácio de Sá(em curso) . Sócio sênior da BCRC Consultoria em Comunicação.

** Revisão e colaboração  – Administrador de Empresas pela Universidade Cidade de São Paulo – UNICID.