A “MEA CULPA” do Profeta sem verdade… (por Sérgio Barbosa)

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“A vida é uma ópera-bufa com intervalos de música séria.” (Machado de Assis)

Sérgio Barbosa (*)

Nas estradas de um passado pode-se pensar no presente como meio e não apenas fim de um caminho sem volta para o personagem sem rosto que procura um encontro com si mesmo…

As lembranças ficam sem saída para um ser que pensa saber das coisas sem querer encontrar o outro lado desta mesma frase sem levar em conta a saudade de uma censura num discurso pelo poder além paraíso…

A vontade é soberana desde que tudo possa ficar sem sentido para um dos lados de um conflito sem perdedor, porém, cada um sabe o destino que reserva a vitória do outro neste cenário sem fantoches…

Tudo pode levar ao mesmo lugar de sempre para um encontro marcado pela vontade sem da língua o passado, nesta contradição do mundo pós-moderno a teoria inexiste sem a prática numa inexistência camuflada pela irracionalidade do ser humano…

A utopia existe e pode determinar as forças ocultas do poder sacramental para os dois mundos, aqui, o sagrado e o profano como início sem fim da reflexão universal sobre a existência do homem como fruto da explosão das estrelas num momento solene para o criador interplanetário…

Os gestos determinam a confusão nesta busca sem fim pelo pote de ouro no fim de um arco-íris qualquer, porém, multicolorido pelas luzes das moedas de ouro depois de uma chuva com pingos dispersos na terra de ninguém…

A paixão esconde a vaidade do homem sem o olhar da mulher que esconde uma presença calada, no eixo do mal a busca pela salvação dos anjos de uma guarda comprada pelo ouro da traição do inferno para com o paraíso sem a trindade celestial…

Não está a venda apenas pelo valor das trinta moedas de ouro, espera-se, neste caso em especial, um leilão por meio dos bingos lacrados pelo poder público como forma de mostrar honestidade…

Porém, depois que a casa cair tudo pode acontecer para aquele traidor que deixou as moedas como prova da “mea culpa” profana…

O profeta maior neste caso permanece oculto pelas cortinas do presente, pois o poder determina o certo e o errado, claro, depende da ótica deste ou daquele lado em questão, porém, a soberania depende sempre da postura e da contradição do poder em tempo de pós-globalização…

As derrotas fazem parte do jogo em pauta, assim, pode se levar o mesmo para a prorrogação com o gol da morte, basta um toque genial para que um dos times complete a rodada final com o grito de campeão para a torcida em êxtase pela comemoração de uma vitória final em cima da derrota do outro lado…

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(*) Jornalista diplomado e professor universitário.

E-Mail: barbosa.sebar@gmail.com