Companheiro é preso após investigação apontar falsa versão de suicídio, mulher teria sido morta na frente dos filhos

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POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA “OPERAÇÃO FLORESCER” E PRENDE INVESTIGADO POR FEMINICÍDIO EM DRACENA.

Ação da DIG e da DISE resulta no cumprimento de mandados de prisão temporária e busca domiciliar após investigação técnica apontar que suspeito teria simulado suicídio da companheira para ocultar o crime.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP), por intermédio das equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Dracena, deflagrou nesta sexta-feira (12) a Operação Florescer, que culminou na prisão temporária de um homem de 24 anos, investigado pela prática do crime de feminicídio contra sua companheira, Thalya Andréya Canhim Nunes, de 21 anos.

O corpo da vítima foi localizado na manhã do último domingo (7), em um cômodo utilizado como despensa nos fundos de uma residência situada na Avenida Alcides Chacon Couto, no bairro Metrópole, em Dracena.

Diante das circunstâncias iniciais do fato, da complexidade da ocorrência e das características observadas no local, a Polícia Civil instaurou Inquérito Policial para apurar uma morte inicialmente tratada como suspeita. A vítima foi encontrada em estado de rigidez cadavérica, apresentando lesões aparentes e com um segmento de fio envolto ao pescoço, elementos que demandaram uma investigação minuciosa e aprofundada para o completo esclarecimento da dinâmica dos acontecimentos.

Desde os primeiros momentos após a comunicação do fato, investigadores da Polícia Civil realizaram diversas diligências, incluindo análise detalhada do local, coleta de informações, oitivas de testemunhas, acompanhamento dos trabalhos periciais desenvolvidos pelo Instituto de Criminalística e do exame necroscópico realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML).

Ainda no domingo, o então suspeito compareceu espontaneamente à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Dracena, acompanhado por advogado, ocasião em que foi formalmente ouvido pela autoridade policial. Em seu interrogatório, negou qualquer envolvimento na morte da companheira e apresentou versão atribuindo o óbito a um suposto suicídio. Na mesma oportunidade, foi submetido a exame de corpo de delito.

No decorrer das investigações, foram ouvidas diversas pessoas ligadas à vítima e ao investigado, entre elas familiares e pessoas próximas, permitindo aos policiais reunir informações relevantes sobre o histórico de convivência do casal e as circunstâncias que antecederam os fatos.

Com o avanço das diligências e a análise conjunta dos elementos informativos e das provas técnicas produzidas pela Polícia Científica, surgiram robustos indícios apontando para a prática de feminicídio ocorrido no contexto de violência doméstica e familiar. As evidências reunidas também indicaram que o investigado teria tentado alterar a cena dos fatos e construir uma falsa narrativa de suicídio, com o objetivo de dificultar ou desviar o curso das investigações.

As apurações apontam ainda que os fatos teriam ocorrido no interior da residência familiar e na presença de crianças que residiam no imóvel, circunstância que amplia a gravidade do caso e reforça a relevância da pronta atuação dos órgãos de persecução penal.

Diante do conjunto probatório produzido, a autoridade policial representou pela decretação da prisão temporária do investigado pelo prazo de 30 dias, bem como pela expedição de mandado de busca e apreensão domiciliar. As medidas receberam parecer favorável do Ministério Público e foram deferidas pelo Poder Judiciário, sendo cumpridas nesta sexta-feira (12) pelas equipes da Polícia Civil.

O investigado foi localizado e detido em seu local de trabalho, de forma pacífica e sem apresentar resistência. Na sequência, as equipes policiais realizaram diligências no endereço residencial do capturado, onde foi cumprido o mandado de busca e apreensão domiciliar. Durante a ação, foram apreendidas peças de vestuário pertencentes ao investigado, que poderão ser submetidas a exames periciais, além de um cartucho de munição. Os materiais arrecadados serão analisados e poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos e o fortalecimento do conjunto probatório reunido durante as investigações.

O suspeito será submetido à audiência de custódia e, posteriormente, encaminhado a unidade prisional para cumprimento da prisão temporária pelo prazo de 30 dias. A medida poderá ser prorrogada por igual período, nos termos da legislação vigente, ou convertida em prisão preventiva, caso estejam presentes os requisitos legais.

O nome da operação, “Florescer”, simboliza o trabalho técnico e científico desenvolvido ao longo da investigação, que permitiu o surgimento da verdade dos fatos por meio da atuação integrada da Polícia Civil e da Polícia Científica, representada pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico-Legal.

A denominação remete ao esclarecimento da ocorrência e ao compromisso das instituições com a busca da verdade, a responsabilização dos autores de crimes e a promoção da Justiça.

As investigações prosseguem para a completa elucidação dos fatos e posterior conclusão do Inquérito Policial.

Fonte: Comunicação Social Polícia Civil