Preso ligado a facção criminosa é assassinado dentro da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau


05/12/2017 15:12



Edilson Borges Nogueira, o Birosca, de 44 anos, foi atingido por golpe de estilete na manhã desta terça-feira (5). Outros dois detentos foram indiciados em flagrante pelo crime.

O detento Edilson Borges Nogueira, conhecido como “Birosca”, de 44 anos, foi assassinado a golpe de estilete na manhã desta terça-feira (5) dentro da Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, em Presidente Venceslau. Segundo o G1 apurou junto à Polícia Civil, Birosca era ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e os dois outros presos indiciados em flagrante pela morte também são suspeitos de pertencer à mesma facção criminosa. A P2 é a unidade para onde são destinados líderes do grupo presos no Estado de São Paulo. Um inquérito policial já foi instaurado para apurar as circunstâncias em que se deu o crime e a motivação da morte.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil, houve uma discussão entre os três detentos durante o banho de sol dos presos do Raio 2, por volta das 9h10, e Birosca acabou ferido letalmente a golpe de estilete.

O agente penitenciário que naquele momento estava no “Mirante de Observação” do pavilhão percebeu que em frente ao banheiro coletivo havia vários presos fazendo exercícios de musculação como de costume até que presenciou uma luta entre os três envolvidos.

Segundo um agente penitenciário que testemunhou o crime, o preso identificado como Gilberto Sousa Barbosa Silva, o “Caveira”, de 46 anos, estava sobre Birosca e fazia movimentos como se golpeasse a vítima, que estava “meio sentada e caída”. Um outro detento, identificado como Danilo Antônio Cirino Félix, de 29 anos, segurava Birosca pelo pescoço, impedindo-o de qualquer ato de defesa.

O agente, então, avisou o chefe do turno, que imediatamente compareceu à gaiola inferior de contenção e acionou o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP).

Com a chegada do GIR, os detentos foram contidos, já no interior da cela, onde tentaram se esconder após o crime.

'Rápida e fatal' 

Segundo o BO, os agentes não tiveram tempo de impedir a ação, que foi “rápida e fatal”.

Os presos Danilo Antônio Cirino Félix e Gilberto Sousa Barbosa Silva foram autuados em flagrante pelo crime de homicídio qualificado com a utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Segundo a Polícia Civil, “há nesta etapa urgente de cognição sumária a materialidade delitiva e fortes indícios de autoria, esta verificada pelo relato uníssono e harmônico dos agentes que presenciaram a ação e foram categóricos ao identificar os acusados [...] como sendo os autores da agressão que tirou a vida da vítima”.

A Polícia Civil compareceu à penitenciária para colher as informações preliminares sobre o crime. O local foi isolado para a perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC). Além disso, também foi solicitado o exame necroscópico da vítima através de um médico legista.

O delegado seccional da Polícia Civil em Presidente Venceslau, Mauro Shiguetoshi Chiyoda, explicou ao G1 que um inquérito já foi instaurado para apurar o caso. O prazo para a conclusão das apurações é de dez dias, já que os envolvidos na morte estão presos.

Segundo o delegado, os dois presos indiciados pelo crime permaneceram calados e não falaram nada sobre a motivação da morte de Birosca.

Uma das hipóteses levadas em consideração pela polícia é a de que o crime tenha sido premeditado, já que a vítima foi golpeada com um estilete.

De acordo com a SAP, a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau conta atualmente com 813 presos, embora tenha capacidade para receber 1.280 detentos.

Fonte: G1


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