Mortandade de peixes no Rio Tietê preocupa moradores de Sabino


05/12/2018 10:12



Água apresenta cor esverdeada desde o fim de semana e prefeitura já retirou cerca de uma tonelada de peixes mortos, a maioria tucunarés e corvinas. Segundo a Cetesb, ainda não foi possível identificar o que causou o problema.

Moradores de Sabino (SP) estão preocupados com a mortandade de peixes que vem sendo registrada desde o fim de semana no trecho do Rio Tietê que corta a cidade. Desde então, a prefeitura já retirou mais de uma tonelada de peixes mortos da água.

Imagens mostram peixes mortos de várias espécies, a maioria tucunarés e corvinas. A água do rio apresenta uma cor verde escura e, segundo os moradores, um cheiro muito forte

A suspeita é que problemas com esgoto tenham provocado a falta de oxigênio, o que por sua vez ajuda na proliferação de algas.

Segundo o prefeito de Sabino, Éder Ruiz Magalhães de Andrade, nesse período do ano ocorre o fenômeno da eutrofização, o excesso de nutrientes no rio provocado por adubos e esgoto não tratado.

O fenômeno provoca a proliferação das algas, tirando o oxigênio da água e causando a mortandade de peixes.

"O Ministério Público abriu inquérito contra a Cetesb, AES Tietê [empresa de energia que tem a concessão do rio] e o estado de São Paulo e pediu uma liminar para identificar de onde vêm esses resíduos em amir quantidade, mas a liminar foi revogada", explicou o prefeito. 

A Defesa Civil da cidade notificou o estado, através da Cetesb, sobre a proliferação de algas no rio e a morte dos peixes. O prefeito de Sabino suspeita que o problema seja o mesmo de outros anos: o esgoto.

Apesar de ter seu próprio esgoto tratado, Sabino recebe de municípios vizinhos dejetos que são jogados in natura no rio. Uma ação civil pública corre na Justiça para encontrar os responsáveis e buscar uma solução.

Outra preocupação da cidade tem caráter econômico. Sabino depende do rio para o turismo e, no verão, a cidade de cerca de 5 mil habitantes chega receber 10 mil turistas. A preocupação agora é que a prainha, que está fechada há três meses por causa de reformas, nem possa reabrir.

Técnicos da Cetesb, a agência ambiental do estado, foram ao local e recolheram amostras da água para fazer a análise e descobrir o motivo da morte dos peixes.

Em nota, a Cetesb, através da sua Agência Ambiental de Marília, informou que "até o momento não foi possível identificar a fonte poluidora e causadora da morte dos peixes".

Também em nota, a AES Tietê informou que conseguiu na Justiça decisão favorável contra o MP. A concessionária esclarece que não possui poder de polícia sobre as fontes de poluição do Rio Tietê que passam pela região metropolitana de São Paulo e podem ser a causa da proliferação das algas.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2018/12/05/mortandade-de-peixes-no-rio-tiete-preocupa-moradores-de-sabino.ghtml

 

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