Romeira que morreu em peregrinação pagava promessa para Aparecida


11/10/2017 21:10



Polyana Abrahão, de 47 anos, foi atingida por um galho de árvore na cidade de Pindamonhangaba quando seguia em direção ao Santuário Nacional.

A romeira Polyana Abrahão, de 47 anos, morreu nesta terça (10) após ser atingida por um galho de árvore durante uma peregrinação em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. O acidente ocorreu em Pindamonhangaba, a cerca de 29 quilômetros do destino final.

Foi a primeira vez que Polyana, moradora do bairro do Butantã, na capital paulista, fazia o trecho que reúne religiosos entre as cidades de Mogi das Cruzes e Aparecida. O motivo da caminhada de cerca de 200 quilômetros foi uma promessa feita para Nossa Senhora Aparecida em janeiro deste ano.

Na época, ela sofria com fortes crises de asma, chegando a ser internada na U.T.I. Em junho, quando percebeu uma grande melhora em seu quadro clínico, decidiu começar a preparação para a caminhada que dura, em média, sete dias. “Ela sempre foi muito determinada”, afirma Elias Antônio Neto, primo de Polyana. “A última vez em que ela falou com a família, na segunda-feira, estava muito feliz”, comenta.

Polyana planejava chegar à Aparecida nesta quarta (11), um dia antes da festa do jubileu, que comemora os 300 anos do surgimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul. Na cidade, a 180 quilômetros da capital, são esperados mais de 200 000 fiéis neste feriado.

O acidente ocorreu após uma forte chuva com raios e rajadas de vento atingir os peregrinos. O galho de uma árvore caiu sobre a mulher. Um carro também foi danificado. Os outros integrantes do grupo acionaram o resgate. Polyana foi levada por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o pronto-socorro municipal, mas já chegou sem vida.

No momento do acidente, ela seguia pela Rota da Luz, caminho de peregrinação criado pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo como alternativa para os romeiros que costumeiramente realizavam suas caminhadas pelo acostamento da Via Dutra.

Polyana deixa marido e três filhos.

Fonte: Estadão Conteúdo

 


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