Família pede na Justiça para matricular adolescente de 15 anos em curso de medicina


09/08/2018 20:08



Uma família de Itápolis, na região de Ribeirão Preto, entrou na Justiça para conseguir matricular uma adolescente de 15 anos no curso de medicina da Funepe (Fundação Educacional de Penápolis). A adolescente foi aprovada no vestibular, mas por não ter concluído o ensino médio – cursa o segundo ano – a matrícula foi negada.

A Justiça de Penápolis negou pedido de liminar, protocolado ontem mesmo, e a família pretende entrar com recurso no TJ (Tribunal de Justiça). Um advogado de Borborema atua no procedimento.

De acordo com a enfermeira Gláucia Stein, a filha Lorena Stein Martins Lopes começou a ler aos 4 anos. Quando tinha 3 já estudava inglês. Antes da aprovação em medicina na Funepe, ela passou no vestibular de enfermagem em instituição de Jaboticabal e na faculdade de medicina veterinária, em São José do Rio Preto.

 

Segundo a mãe, as primeiras aprovações foram no ano passado, quando Lorena cursava o primeiro colegial. Ela diz que a decisão de matricular a filha é porque a estudante tem condições de cursar a faculdade como qualquer outro aluno.

Dos 369 inscritos para 66 vagas, Lorena foi aprovada em 53º lugar. As matrículas poderiam ser feitas até ontem, mas como o caso foi parar na Justiça, a vaga da estudante ficará “reservada” até que haja uma decisão do recurso.

 

Gláucia conta que a inscrição da filha no vestibular foi feita no último dia, e que o curso foi encontrado durante pesquisa na internet. “Eu estava procurando algum curso de medicina pra ela prestar, pra ter experiência em vestibular, mas não imaginava que ela fosse ser aprovada. Pegou todo mundo de surpresa”.

De acordo com a legislação, só pode entrar na faculdade quem concluiu o ensino médio. No entanto, há casos em que os estudantes conseguem na Justiça autorização para fazer uma prova de proficiência, que em algumas situações dá direito a “pular” um ou dois anos ou até concluir o ensino médio.

Fonte: Folha da Região


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