Pato ganha prótese no lugar de pata amputada após um ano vivendo em caixa


18/04/2017 20:04



'Batata' foi socorrido ainda filhote na rua com o membro atrofiado. Peça foi doada por uma clínica especializada em próteses humanas, em Sorocaba.

de manhã. A família se reúne para tomar café, os pais se arrumam para trabalhar e os filhos iniciam a maratona dos primeiros cuidados com o Batata, o pato de estimação que sobrevive há 1 ano dentro de uma caixa depois de ter a pata direita amputada. Vendo o sofrimento, os donos apostaram em testar uma prótese projetada e doada por um clínica em Sorocaba (SP) para mudar de vez a vida do animal encontrado na rua.

"Ele [Batata] não comia direito, não caminhava e a gente começou a pesquisar algum lugar que poderia ajudar a melhorar a vida dele", diz a empresária Pérsia Cristina Maldonado ao G1. Enquanto a situação não se resolvia, todos da família se revezavam com os cuidados. De manhã, enquanto a filha estava na escola, ele ficava no comércio da família. À tarde, Isabella Sayegh, 14 anos, assumia o posto de cuidadora.

A estudante foi quem o encontrou ainda filhote tentando acompanhar os outros patinhos em uma rua de Amparo (SP). De acordo a jovem, quando mãe e filha se depararam com o pato, elas se comoveram com a cena.

Logo que o pegaram e o batizaram com o nome do alimento que mais comia, perceberam que um dos joelhos era torto e a pata atrofiada. De cara, o adotaram. Desde então, começaram as surpresas. "Não esperávamos que ele crescesse tanto e então mandamos para a primeira cirurgia, que não deu certo, apenas virou mais ainda o joelho dele", lembra a empresária.

Na segunda tentativa, um veterinário teria dito que o Batata precisava passar por dois procedimentos: um para arrumar o joelho e outra para abrir a pata. Depois da segunda tentativa de colocá-lo para andar, uma gaiola foi instalada em toda a perna por três meses. Mais uma vez não deu certo e passou pela terceira cirurgia, onde retornou com outra gaiola na pata, que acabou necrosando e amputada. Diante da recuperação, o pato teve que ficar dentro da caixa .

"A gente deixa ele lá porque ele não consegue caminhar e estava sofrendo", lembra Isabella que se debruçou em pesquisas e teve a ideia da prótese.

Logo que o pegaram e o batizaram com o nome do alimento que mais comia, perceberam que um dos joelhos era torto e a pata atrofiada. De cara, o adotaram. Desde então, começaram as surpresas. "Não esperávamos que ele crescesse tanto e então mandamos para a primeira cirurgia, que não deu certo, apenas virou mais ainda o joelho dele", lembra a empresária.

Na segunda tentativa, um veterinário teria dito que o Batata precisava passar por dois procedimentos: um para arrumar o joelho e outra para abrir a pata. Depois da segunda tentativa de colocá-lo para andar, uma gaiola foi instalada em toda a perna por três meses. Mais uma vez não deu certo e passou pela terceira cirurgia, onde retornou com outra gaiola na pata, que acabou necrosando e amputada. Diante da recuperação, o pato teve que ficar dentro da caixa .

"A gente deixa ele lá porque ele não consegue caminhar e estava sofrendo", lembra Isabella que se debruçou em pesquisas e teve a ideia da prótese.

Depois das mudanças, o pato conseguiu dar os primeiros passos que, mesmo ainda desajeitados, tiraram lágrimas das donas. "É um presente maravilhoso, é a liberdade", disse a mãe, ao lado da filha que também se emocionou. "No começo vai ser difícil. Ele tem umas crises de mau-humor, mas vai ser bom", brincou Isabella.

Segundo o técnico, a expectativa é que o bichinho de estimação consiga caminhar normalmente em cerca de 20 dias. Para a família que já leva o animal para passear de carro e até dorme junto, a rotina do Batata irá mudar completamente. De agora em diante, as trocas de beijos e carinho podem acontecer durante uma caminhada no parque, como já fazem os cachorros.

"A gente aperta, beija, coça a barriguinha. Quando a gente chega do trabalho ele mexe o toquinho igual um cachorro, ele tem o mesmo comportamento. O batata é o bebê da família", finaliza a empresária.

Outras próteses 

Um flamingo que viveu no Parque Zoológico Municipal "Quinzinho de Barros", em Sorocaba (SP), ganhou uma prótese após sofrer uma fratura na pata esquerda, que foi amputada. Na época, os vetenários afirmaram ser o primeiro caso com a espécie no mundo. "É a primeira prótese em flamingos no mundo, até onde a gente sabe. Não temos relatos de um procedimento como esse nessa espécie", disse André Costa, veterinário do zoo.

Neste caso, o animal foi encontrado ferido dentro do recinto onde vivia com mais 28 flamingos e aves de outras espécies. Ele foi levada para o setor veterinário, onde foi constatada a fratura exposta. De imediato, os veterinários colocaram uma tala, mas a localização do ferimento e os movimentos da pata não permitiam que o curativo ficasse no lugar.

A segunda opção foi colocar um pino, que deu alinhamento aos ossos e teria funcionado, segundo os veterinários. Porém, a ferida infeccionou e a ave corria o risco de morrer, caso a pata não fosse amputada. A solução, então, foi pensar em uma prótese que foi doada por Nolé.

Da persistência, surgiu a ideia de procurar um fabricante de próteses humanas para tentar resolver o problema. "Eu senti que ela tinha um amor muito grande pela vaca. Falei, então, que nós iríamos fazer uma tentativa", contou o fabricante, Nelson Nolé, naquele ano. Um veterinário realizou a amputação da pata traseira direita da vaca no próprio sítio, nove dias depois do acidente. Logo em seguida, foi feito um molde para a prótese e, uma semana depois, Neguinha estava andando novamente.

Fonte: G1

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