Artigos 13/03/19


13/03/2019 17:03



Uma reflexão sobre “QUALIDADE, PARTICIPAÇÃO E SAÚDE MENTAL"!

Sérgio Barbosa (*) 

"O exercido sobre os outros, construtivo ou destrutivo, quer pelo exemplo quer pela influência direta." (Alfred Montapert) 

"A modéstia não pode ser considerada uma virtude, pois assemelha-se mais a um sofrimento do que a uma qualidade." (Aristóteles

“Mais cedo ou mais tarde tudo se transforma no seu contrário” (C.G. Jung) 

No artigo, "QUALIDADE, PARTICIPAÇÃO E SAÚDE MENTAL: MITOS IMPASSES E ALGUMAS SAÍDAS PARA O TRABALHO NO FINAL DO SÉCULO" de Wanderley Cobo, o mesmo destacou a importância das relações de trabalho no século XX, tendo em vista a identificação desta sociedade em tempo da individualidade.

Neste cenário, envolvendo questões específicas direcionadas para a contextualização do trabalho e a importância do mesmo como sinais de desestruturação, pode-se destacar que o Estado está convivendo com governos paralelos e afins aos seus interesses específicos ou segmentados.

Entretanto, faz-se necessário estar em conexão com temas e temáticas inseridas em meio aos desencontros patrocinados pelo denominado mundo do trabalho, desta forma, Cobo buscam destacar neste artigo os três pilares para o entendimento da sociedade, a saber: produção, organização e relações sociais.

Portanto, muitos são os objetivos em questão, considerando as relações de troca entre um ou mais lados entre os homens, ainda, destacando o quanto é complicado saber qual a posição desta ou daquela área, por exemplo, entre Economia e Psicologia quando o tema é comum às mesmas.

Também, não se podem deixar de lado as diversas questões que envolvem o mesmo objeto como condição na medida da sua construção.

As possibilidades podem levar para a simplicidade, tendo em vista que as utopias não fazem mais parte deste contexto e não deixaram sucessoras.

O trabalho pode ou não cumprir as promessas estabelecidas por meio de respostas necessárias, considerando os movimentos que está experimentando, tais como: Qualidade, Participação e Saúde Mental.

As pistas estão neste cenário para serem seguidas, porém, devem-se colocar as mesmas como algo maléfico, tendo em vista o denominado “demônio” está sendo convocado pelo seu próprio nome.

Desta forma, as limitações estão inseridas neste contexto envolvendo a Qualidade, Participação e Saúde Mental, possibilitando algumas alternativas para o Trabalho, haja vista que o tema proporciona muitos desencontros efetivados pelas teorias mediadas pela confusão que predomina no Mundo do Trabalho.

Os três pilares: Como se produz, como se organizam as trocas entre os produtores e que relações sociais se definem: 1. A Crise nas relações de trocas; 2. A Crise do Taylorismo; 3. As três Propostas e 4.Três faces, uma só moeda.

Quanto ao desenvolvimento, podem-se destacar os seguintes pontos, a saber: 1. Os riscos dos programas de qualidade, participação e saúde mental no trabalho; 2. Programas de qualidade como exercício de convencimento doutrinário; 3.Programa instalado a partir de reuniões de cúpula com resultados inócuos; 4. Programas de participação com apelos emocionais; 5.  Saúde Mental no Trabalho como diagnóstico de uma fábrica de denúncias ou muro de lamentações e 6. Diagnóstico como critério de avaliação do estado subjetivo dos trabalhadores ou Saúde Mental no Trabalho.

Neste contexto mais do que interessante, ainda neste século XXI, entendo que a pluralidade que envolve o conhecimento acima de tudo e de todos pode trazer diversas possibilidades para este cenário que o autor destaca no artigo, bem como, quando Codo utiliza Althusser como lembrança sobre “sistema social e produção”, bem como, na nota de rodapé do artigo, afirma que Althusser apresentou apenas notas esparsas no livro: “Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado”.

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(*) Jornalista diplomado.

Contato: [email protected]


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